Corona Virus e a música. Os primeiros exemplos de monetização já começaram a pintar no mundo da música.

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Projeto itinerante Jazz Mansion

Estamos fechando a primeira semana desde que soubemos que o vírus Covid 19 nos mostrou que não deixaria o Brasil de fora de sua turnê do mal.

A interrupção total da programação de eventos artísticos no Brasil pegou de surpresa a classe artística, gerando um cancelamento em massa das agendas e deixa toda uma cadeia criativa sem trabalho… e sem dinheiro.

A música pode ajudar e muito quem está confinado em casa. Isso já pode ser notado na audiência massiva que o show transmitido na última quinta em formato live (Facebook) do compositor Kiko Dinucci na Casa da Francisca. As pessoas, mesmo em casa, precisam e querem música.

Vários artistas já começaram a fazer lives de casa, com diferentes níveis de capricho na produção, pelo simples fato de estar, ainda que virtualmente, junto de seu público.

É cedo ainda, obviamente, para entendermos como as apresentações à distância podem se reverter em algum tipo de remuneração para os artistas, as casas e as equipes de produção. Mas um projeto bem interessante foi lançado pela Jazz Mansion (@jazzmansion) , uma noite itinerante que leva músicos de Jazz a se apresentarem em locações charmosas em São Paulo e Rio (há planos para viajar todo o país).

Em face da interrupção de sua agenda de eventos, o Jazz Mansion preferiu, em vez do cancelamento, substituir o show presencial por uma live atrelada à uma bilheteria virtual, viabilizada através da abertura de uma vaquinha no site Kickante, exclusivo para o show. Quem estiver assistindo e curtindo pode entrar e retribuir o show com uma contribuição na vaquinha. Os artistas se apresentarão direto de suas casas fazendo shows de 30 minutos. Os intervalos serão animados pela DJ Luisa Viscardi (também de casa).

Se durante estes tempos de reclusão este formato conseguir atingir um retorno bacana (o que não é difícil perto das remunerações dos serviços de streaming) as lives podem ficar cada vez mais produzidas e envolver mais profissionais da indústria da música, com a possibilidade de serem remunerados por isso nestes tempos soturnos.

Você, que tem uma casa de shows, pode considerar copiar esta ideia e testar algo em conjunto com os artistas que estavam em sua programação. Que tal?

Outro canal de monetização em que vale a pena (sempre valeu) incentivar é a venda de merchandise como uma forma de subsistência econômica de seu projeto artístico. A banda de doom metal Riffcoven sempre administrou sua lojinha de forma exemplar. Produtos variados, coleções e designs se renovando periodicamente e lançamentos musicais pipocando ano a ano. Este alicerce já pavimentado antes da crise permitiu que a banda, neste momento de apresentações canceladas, intensificasse a venda de merch através de todos os canais de contato da banda: Instagram, Facebook, Band Camp, etc.

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Andre Bode, da banda Riffcoven

Com mais tempo para pesquisar música, sua banda pode conseguir mais fãs através da internet e, como sabemos, fãs querem uma bela peita pra usar.

A Agência 55 está atenta ás boas ideias que aparecerão daqui para frente. Que muitas outras venham!! Ideias que possam ser replicadas, compartilhadas, gerando uma corrente de atitudes que possam ajudar artistas a atravessarem este momento. Fique ligado.

por Jota Wagner 

 

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